sábado, 30 de julho de 2016

Debaixo das árvores

sábado, 30 de julho de 2016
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Aviso desde já que hoje é só blá, blá, blá...
Estas não são as árvores que vos queria mostrar. Nem sequer tirei esta foto recentemente. Tinha imensas fotografias das árvores que me dão sombra quando estou no parque, na rulote, mas o meu pequeno R decidiu pegar na máquina para tirar umas fotografias e também decidiu apagar as que não queria. Apercebo-me agora que apagou as dele e tudo o que estava no cartão! Aaaaaaahhhhh, ok, não vale a pena hiperventilar, apenas respirar fundo e contar até... 100, deve chegar. Bom, encontrei esta foto no meu arquivo. Também gosto delas, um bocadinho escuras para a altura do ano, mas pronto é o que há cá. Tenho andado muito caladinha, sem fazer publicações, mas não é  falta de tempo. Apenas descontração. Os filhos estiveram de férias com os avós, chegam amanhã. O pai R tem trabalhado compulsivamente, quase nem o vejo, e eu tenho tido ora dias de trabalho, ora dias livres. Nos dias de trabalho, trabalho, claro está, nos outros dias pego na trouxa e ala, aí vou eu para debaixo das árvores, que é como quem diz para a minha caravana. Tem sido assim a segunda metade de Julho. Esta semana tenho estado por casa, algum trabalho inadiável tinha de ser feito. Todos os dias tenho pensado então Ana, e um postezinho no blog, anda lá!  até porque quando estou na caravana, mesmo que queira fazer um post ou passear um bocadinho pela net não posso, o sinal é muito fraquinho. Decidi que de hoje não podia passar, cá estou, só para vos dar um enorme OLÁ!!! Sabem, a culpa também é do calor. Tem estado muito e eu fico meio aparvalhada com as temperaturas altas, não me dou nada bem. Por isso é que estou sempre à espera da oportunidade de fugir para debaixo das árvores. Embora more muito perto do mar, o certo é que eu e a praia não somos grande combinação. Só gosto de praia ao fim da tarde quando o sol está calmo, ou então sentada numa esplanada resguardada pela sombra de um guarda-sol, a olhar o mar e de preferência a sentir uma brisa, caso contrário sufoco. Agora, estar esticada ao sol em cima de um paninho... nããã, não é para mim. Sentada na areia ao fim da tarde com um livro na mão, isso já gosto, mas de lagarto não tenho absolutamente nada. Conclusão, passo os dias a contar as horas para que chegue o final da tarde, de forma a poder apanhar algum fresco, ou então fujo para debaixo das árvores. Hoje não me queixo, o calor deu tréguas e vieram umas nuvens para nos refrescar, não me desagrada. Embora não tenha fotografado nada para poder mostrar-vos, posso dizer-vos que tenho andado a terminar trabalhos e a começar outros, o costume. Lembram-se desta camisola? Já está pronta, falta rematar algumas pontitas e tirar-lhe umas valentes fotos. Ficou linda, pelo menos aos meus olhos. Entretanto, aqui há umas semanas fui desafiada a colocar peças fazbemaosolhos numa loja em Cascais lá para o início do Outono, então já ando a criar uma pequena colecção que é bem diferente do que estão habituados a ver sair das minhas mãos. É crochet, claro, e tem muita cor, mas é diferente, os meus olhos estão a adorar o resultado. Mostro-vos quando tiver tudo pronto, mesmo antes de seguirem para a loja. E gente bonita, não posso terminar sem vos expressar o quanto as vossas palavras me enchem o coração, sinceramente, sinto-me mesmo feliz por saber que os trabalhos que partilho também fazem bem aos vossos olhos. MUITO OBRIGADA!!!
E desse lado, desfrutem dos momentos que a vida vos dá, encontrem-lhes sempre o lado mais positivo. Tem sido a minha prática e os resultados têm-se traduzido numa grandiosa sensação de serenidade.
Desejo-vos um excelente fim-de-semana.


Até já
Ana Lado B


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tempo para terminar, começar e recomeçar

segunda-feira, 18 de julho de 2016
Finalmente a vontade súbita que tanto precisava para rematar as pontas do meu lenço granny lá aconteceu.
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Quando pronto, olhei-o e achei faltar-lhe qualquer coisa... decidi acrescentar-lhe uma pequena trança de cada lado, rematadas por uma borla. Convenci-me que de facto era o acabamento certo.
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Entretanto tenho ido para a caravana ao fim de semana, a almofada que iniciei com os restos dos fios de algodão que estavam por lá está já a ganhar forma.


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Este ano, e pela primeira vez na vida, que me lembre, tenho tido um mês de Julho extremamente calmo. E considero esta calma muito boa, apesar de representar menos trabalho. Contudo a expressão "menos é mais" tem ganho valor, fazendo cada vez mais sentido. Acredito piamente que, embora com menos afazeres, os resultados profissionais quando aparecerem serão muito melhores. E depois, é tão bom ter tempo para estar com os meus filhos e tempo para as minhas pequenas loucuras do meu Lado B. Têm sido dias calmos, com muita cor, boa disposição e ideias colocadas no sítio certo.
Desejo-vos uma semana muito feliz.


Até já
Ana Lado B



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Cores e emoções fortes

segunda-feira, 11 de julho de 2016
Passámos o fim de semana na caravana. Da última vez fiz o tapete de trapilho, desta vez peguei nuns restos de fio de algodão e comecei aquilo que será uma almofada.



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Cores fortes, a desfazerem-se em alegria, um bom prenúncio para as emoções que iam ser vividas umas horas depois. Regressámos a Matosinhos no domingo ao final da tarde para nos juntarmos à multidão. Nunca tínhamos assistido a um jogo de futebol no meio de tanta e tanta e tanta gente. Juntos torcemos pela selecção, vibrámos, gritámos, chamámos nomes ao adversário, entoámos cânticos, comemos cachorros e tostas mistas, que iam sendo afogados em cerveja e coca-cola. Loucura. Os nossos miúdos estavam ao rubro. O mais velho ficou rouco eheheh e o mais novo parecia ter molas nos pés. Divertiram-se e viveram intensa e emotivamente o momento. Vivemos todos. Um país inteiro a precisar de ser feliz. Foi merecido e foi apoteótico e catártico, foi sim senhor. Viva!
Tenham uma excelente semana e continuem a ser felizes.


Até já
Ana Lado B


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Mãos leves e delicadas

quinta-feira, 7 de julho de 2016
Como já disse, e repito, o crochet de design é um mundo a desbravar e existe em vários "formatos e feitios". Já vos falei de algumas crochet designers, com cujos trabalhos me identifico. A diferença entre aquelas que já referi e esta designer de que hoje vos vou falar é que, se das outras sei que posso reproduzir os trabalhos, desta acho ser impossível. E porquê? Não porque não nos possamos inspirar no seu trabalho e tentar algo aproximado, mas porque, e sem retirar qualquer valor aos outros designs já por mim referidos, esta ultrapassa o nível do "faça você mesmo" e vai directamente para o pedestal Arte. Sabem é como a alta costura, diria mesmo, como a Arte em geral, tem autoria, cunho, personalidade, olhamos e dizemos ah, isto é do artista tal, identificamos de imediato. A artista de que vos falo chama-se Sophie Digard e tem um trabalho absolutamente encantador, atrevo-me mesmo a dizer estrondoso. Trabalha em tons pastel e com materiais como o veludo, o linho, merino e mohair. As suas peças são acessórios femininos, com grande enfoque nas echarpes, colares e malas, mas principalmente nas primeiras. Podem ver alguns dos seus colares no site que a representa.
Todas as imagens que se seguem foram retiradas de várias fontes da net. Foi difícil seleccionar, pois são muitos, mesmo muitos, os trabalhos da Sophie Digard, mas acabei por escolher estas, vejam com os vossos próprios olhos...









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E agora a parte que mais me impressiona, trabalha com fios que têm uma espessura mínima, usa agulhas 0.75mm, 0.1mm e afins. As imagens que se seguem ilustram bem o que estou a dizer.

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Nunca tive o prazer de tocar numa das suas peças, mas pelas imagens não tenho dúvidas de que são de uma leveza e delicadeza incontestáveis. É obra o trabalho desta senhora, e faz muito bem aos olhos. Upa!


Até já
Ana Lado B



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Aldeia de Quintandona

segunda-feira, 4 de julho de 2016
Este domingo fomos de farnel visitar uma aldeia que fica a cerca de trinta minutos da nossa casa. Esteve um calor abrasador, procurávamos todas as sombras para nos abrigarmos. Estivemos no meio do campo, onde a paz, o sossego e as paisagens que nos regalavam os olhos a cada segundo fizeram os nossos encantos. Num lugar absolutamente lindo, encontra-se Quintandona , uma aldeia de xisto.  A primeira vez que estive em Quintandona foi há nove anos atrás, aquando da primeira Festa do Caldo de Quintandona. Nessa altura a Aldeia ainda não estava totalmente recuperada, mas já era linda. A Festa, que acontece sempre em Setembro, é fantástica e o seu rei é o delicioso Caldo à Lavrador, que é de comer e chorar por mais. Hoje em dia, após uma recuperação totalmente integrada num projecto de turismo rural, Quintandona não só é um lugar de visita mas também um lugar onde se pode pernoitar, na Vizinha da Viúva, degustar sabores tradicionais acompanhados de um valente vinho, na Casa da Viúva ou assistir a um evento na Casa do Xiné. Sabíamos que estava diferente, tinham-nos dito, mas não sabíamos o que íamos encontrar. Se da primeira vez já tínhamos ficado rendidos, desta vez ficámos também maravilhados e com a certeza de um dia lá voltar para também desfrutarmos dos prazeres da gula. Sugiro que coloquem a Aldeia de Quintandona no vosso roteiro, tenho a certeza que vão adorar conhecê-la. Aqui ficam algumas imagens que registei... algumas, mesmo assim muitas! É extremamente difícil seleccionar "algumas" de mais de uma centena, mas penso que estas fazem jus ao que os meus olhos viram.



















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Desejo-vos uma excelente semana.

Até já
Ana Lado B



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