segunda-feira, 28 de março de 2016

It´s raining again

segunda-feira, 28 de março de 2016
Quem se lembra do tema dos Supertramp It´s raining again... lálálálálálá... C'mon you little fighter / No need to get uptighter / C'mon you little fighter / And get back up again / Oh get back up again / Fill your heart again... Eu não tinha discos da banda, nem lhes achava piada, mas tinha uns amigos que gostavam muito daquilo. Hoje de manhã quando olhei pela janela e vi o tempo novamente em estado lastimoso... Supertramp à cabeça com o It's raining again! E pelos vistos vai ser assim nos próximos oito dias. Muito desconfortável, está a chover tanto! Como dizem os Supertramp no need to get uptighter,  há que pensar que a semana vai passar depressa e o bom tempo vai voltar. Vá lá, o domingo de Páscoa até esteve bem. O Sol inundou-nos a casa e deu-nos alento. Estivemos sozinhos, os R júniores foram passar o fim-de-semana a terras do sul com a minha C e os meus pais. Vieram felizes, mataram saudades da irmã e dos avós. Os outros avós foram acampar, que era o que nós gostaríamos de ter feito, aliás é hábito, há já muitos anos que a Páscoa é passada ao ar livre mas este ano estivemos sempre a trabalhar, não deu. 
Mas apesar deste tempo me carregar o semblante, aconteceram coisas boas esta semana, nos meus dois lados. Aqui no meu Lado B entrei num sorteio do Amo-te Mil Milhões , blog que descobri recentemente, e não é que fui uma das contempladas! Ganhei um exemplar da revista My Sweet Crafts com um passo-a-passo da Virgínia Otten, a autora do blog. É um verdadeiro desafio, pois trata-se de um pequeno trabalho de costura... será que é desta que me vou reconciliar com as agulhas, o dedal e começar a trabalhar com tecidos e linhas? Eu até que gostava! Pelo menos é uma boa oportunidade para o fazer e a forma como aconteceu deixou-me muito entusiasmada. Mal receba o exemplar da revista mostro-vos qual é o desafio que tenho pela frente. Como todos os trabalhos da Virgínia, é um amiguinho muito amoroso. Mas entretanto, e agora de regresso ao crochet, um destes dias passei por uma loja e vi uns novelos com umas cores que gostei muito de ver juntas e que me deram uma ideia. Comprei as cores e comecei a materializar o que imaginara, um xaile em estilo folk. Bom, a ideia foi boa mas o fio... ui, deixa muito a desejar, é um acrílico de má qualidade. É pena, são novelos de 100gr com 300 de metragem, com um preço muito razoável. Ao toque não parecia mal, mas quando comecei a tecê-lo apercebi-me logo da sua aspereza. Por mais certo que seja o ponto, num fio de má qualidade nunca se consegue uma tecelagem perfeita, nem o trabalho ganha aquele cair natural. Não estou mesmo a gostar nada do resultado mas não quis desistir e prossegui com o trabalho, apenas usei uma agulha com um número acima do indicado, de forma a amaciá-lo um pouco, melhorou um bocadinho mas nada de especial. Nunca será um trabalho de eleição, servirá unicamente de protótipo para outros xailes folk que possa vir a fazer, mas com lã muito decente, claro. 
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Não tarda termino-o. Aliás, estou numa fase em que tenho alguns trabalhos em mãos, uns quase a terminar e outros a iniciar. Provavelmente ainda esta semana farei um Memo fazbemaosolhos para vos dar a conhecer o que me anda a entreter aqui pelo meu Lado B. E vocês, que andam a fazer?


Até já
Ana Lado B


domingo, 27 de março de 2016

Dois em um

domingo, 27 de março de 2016
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Sabem, hoje é domingo de Páscoa mas também é o Dia Mundial do Teatro  
Desejo-vos um domingo feliz!


Até já
Ana Lado B


sexta-feira, 25 de março de 2016

Juta 100% natural

sexta-feira, 25 de março de 2016
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Ontem fui à baixa, passei pela Ovelha Negra e vim de lá com uma bobina de Juta para fazer umas experiências. Gosto da textura e desta cor em especial. Vamos ver o que sai daqui.

Até já
Ana Lado B

segunda-feira, 21 de março de 2016

E porque já é Primavera...

segunda-feira, 21 de março de 2016
Não descansei enquanto não vi prontas as peças que hoje vos mostro. Trabalhar com estas cores fez-me tão bem e o resultado final é uma festa para os olhos!


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Eis o casaquinho da Benedita, já com o tamanho certo. Tão luminoso, não está? Tudo o que é pequenino tem graça, é bem verdade. Como disse no outro post , tive alguma dificuldade em chegar ao tamanho pretendido. Eu faço crochet a olhómetro, é assim que gosto e me divirto, mas tem as suas desvantagens, pois claro. Desta vez tive de pegar num manual para verificar as medidas para o tamanho 3-6 meses: peito 49cm | comprimento 20,5 cm | manga 15,5cm, embora tenha decidido não fazer mangas. Não foi por falta de lã ou de tempo, foi mesmo por opção. Quando as iniciei, ao fim de duas voltas, olhei para a peça e achei que ficava tão bem assim. 
E que mais fiz eu? uma manta, claro! Um casaquinho deste tamanhinho leva pouquíssima lã. Ora bem, agora um pequeno momento aritmético. Comprei sete cores, ou seja sete novelos de 50 gr, contas feitas fiquei com 350 gr de lã e num destes dias passei pela loja e comprei mais uma cor, portanto fiquei com um total de 400 gr de lã. Como o coletinho gastou apenas 60gr aprox., fiquei com lã suficiente para a manta. Já repararam que quando fazemos peças deste tamanho começamos a usar diminutivos de seguida! eheheh


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Este modelo de manta ainda não tinha experimentado mas já o tinha namorado. Inspirei-me num ou noutro que já tinha visto e fiz uma ou outra adaptação. É muito simples, todo em ponto alto e com uns abertos de quando em vez, o chamado crochet de filet.
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Com cores tão primaveris para a bebé Benedita, chamei a este conjunto Benedita Spring... todo o sentido. 
Gostam do resultado?


Até já

Ana Lado B



segunda-feira, 14 de março de 2016

Happy days!

segunda-feira, 14 de março de 2016
Já passou uma semana desde a minha última publicação. Quem a leu encontrou uma Ana tristonha e cansada do momento. Quero muito agradecer letra a letra as palavras que me deixaram. Queridas bloggers, apesar da distância que o espaço virtual nos impõe, sabe muito bem receber o vosso animo, bem hajam! Entretanto o Sol tem-nos feito companhia e tudo parece melhorar. Acho que foi a primeira vez em toda a minha vida que senti a extrema necessidade de dias limpos, de céu azul sem cinzento à vista, e finalmente (!) tivemos muito Sol. No sábado fizemos uma ida à esplanada junto à praia. Uma olhadela ao mar, uma passagem de olhos nos jornais e suplementos (impressos!), uma conversa animada com os filhos e o pai R, um bom café duplo, et voilá energias restauradas. Ontem fomos até ao nosso retiro, para começarmos a prepará-lo para os próximos seis meses de delírio ao ar livre! quem me acompanha sabe que não dispenso o meu campismo. Com um Inverno tão rigoroso, o estaminé precisa de ser todo desmanchado e voltar a ser montado. Penso que será este ano que farei um grande antes e depois, com o trabalho que se adivinha para o tornar habitável e confortável, merece reportagem. Além de que me divirto com a ideia e me faz sentir ainda mais motivada para as transformações que idealizámos, sim, idealizámos, porque isto é a dois, o pai R é grande companheiro nestas andanças. E agora quero mostrar-vos o que o Sol também me trouxe, além de melhor disposição e alento trouxe-me muita cor!
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Frescas, a cheirar a flores e a sol, estas cores são para fazer um casaquinho para a Benedita, a bebé de uma amiga, que se juntará a todos nós em Abril. E talvez também não resista a fazer uma manta. A manta ainda não sei como será mas o casaquinho é de simples execução.

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Ora bem, acontece que a primeira experiência ficou enorme! A bebé Benedita só poderia vestir o casaquinho daqui a dois ou mais anos, o que até não seria mal pensado, porque por norma oferece-se sempre roupas para os primeiros meses e raramente se consegue vestir tudo às crianças, a roupa é muita e elas crescem demasiado depressa, num instante tudo deixa de lhes servir. Mas no caso eu quero mesmo que a bebé possa vestir a peça nos primeiros meses, portanto comecei já uma nova versão XS. A mãe da bebé adora tons fortes, coloridos, e o casaquinho contraria o tradicional tudo rosa que oferecem às meninas. Ainda não fotografei a versão XS, só a iniciei no serão de ontem à noite e estas fotos foram tiradas durante a tarde de ontem.
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Olhar, mexer e sentir estas cores faz-me muito bem aos olhos e inspira-me. Ajuda-me a sentir que os meus happy days estão de volta, e até já lhes disse que preciso muito que fiquem comigo.


Até já
Ana Lado B


domingo, 6 de março de 2016

Cores Novas # 02 e um desabafo...

domingo, 6 de março de 2016
Já tenho este projecto pronto há uns dias mas lamentavelmente as minhas forças anímicas têm andado num nível bastante baixo. Vontade de fotografar, nenhuma. Vontade de escrever um post, nenhuma. Tenho vivido alguns momentos em que nada faz sentido. Desculpem-me, eu não quero vir para aqui com lamechices, até porque não tenho paciência absolutamente nenhuma para o assunto, mas preciso de pelo menos dizer que às vezes apetecia-me estalar os dedos e acordar com outra vida, uma vida sem aborrecimentos. É assim, por mais que queiramos contrariar os pensamentos menos bons, os que nos atiram para baixo, a verdade é que fazem parte da nossa condição e depois, quer queiramos, quer não, nem sempre os caminhos que percorremos deixam de ter buracos fundos de onde não é fácil sair. Se é possível sair, é, mas por vezes as paredes onde nos agarramos para tentar trepar têm tendência a fazer-nos escorregar, nem sempre têm bons pontos de sustentação... ou então têm, nós é que não os encontramos. Ando num momento não. E eu sei, não se cede, contraria-se, e é o que tento fazer. Hoje lá me decidi, aproveitei a luz da manhã, tirei umas fotos, editei-as, escrevi umas palavras e aqui estou. E desculpem-me esta introdução tão ao lado do que me é habitual, mas porque sei que estão desse lado, sinto que é um desabafo e sinto-me muito grata por estarem aí, a ler-me.
Bom, e agora o post propriamente dito. Qual o primeiro resultado das cores novas? Uma almofada!

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Estão a ver o meu aloé, coitadinho, cresce com dificuldade porque a nossa Luna (uma das gatas) come as plantas todas! Ao aloé já lhe ratou algumas pontas, é um desespero, não consigo ter plantas decentes porque ela come-as. Comecei por tirar fotos na sala, mas não gostei da luz, estava a alterar um bocadinho as cores. Mudei-me para a varanda (marquise), aí sim, as cores ficaram fiéis.
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Tinha dito que andava cheia de vontade de fazer almofadas e para primeiro trabalho não resisti. Ora bem, o que realmente fiz foi o painel, que apliquei numa capa de almofada que comprei na Ikea, uma em castanho escuro com um toque aveludado tal como queria, esta aqui.
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Esta não é a Luna mas sim a Pimpinela. Não come plantas, nem faz asneiras, pelo menos até agora. Está cá em casa há poucas semanas. É muito meiguinha, um doce. O território dela, para já, circunscreve-se à marquise mas por opção, nós deixamo-la andar à vontade mas ela ainda está a adaptar-se. A verdade é que ela já está connosco há uns valentes anos mas não estava aqui em casa, estava no nosso local de trabalho. Como vamos fechar daqui a uns meses decidimos trazê-la já cá para casa. A fotografia ficou desfocada mas como quando a tirei a Pimpas (o diminutivo que lhe arranjámos) passou no parapeito e ficou na foto, decidi aproveitá-la para vos apresentar a cachopa.

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A minha avenca, que também não escapa à Luna, embora desta ela não goste tanto, não lhe deve saber tão bem...
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E é isto. Sinceramente gosto muito da simplicidade desta almofada, gosto da mistura da lã com o tecido aveludado e das cores, claro. Não tem nada de mais a não ser a simplicidade. Aqui foi mero prazer de criar contrastes com as cores e de me distrair enquanto dava à agulha. Entretanto já tenho mais um trabalho em execução. Será na mesma linha, simples, muito simples, volto apenas a destacar as cores. Será um acessório para mim, segui uma sugestão e estou a gostar bastante do que está a surgir, não tarda estará por aqui.
Para já sinto-me oca e preciso de me preencher. Vou apanhar ar e ver o mar.

Até já
Ana Lado B


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