segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Cores Novas # 01

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Lembram-se das Cores Novas?
Começo por agradecer os comentários e sugestões feitos nesse post. Muito, muito obrigada!
Ao contrário do que é habitual, não respondi aos comentários porque considero que a publicação de hoje é uma extensão da outra e, além do agradecimento, aqui estou para vos mostrar o que ando a fazer com essas cores. Verdade seja dita que ainda não dá para perceberem o que aí vem,  ainda não vos mostro o trabalho finalizado, para isso preciso de mais um tempinho, mas adianto que segui sugestões vossas.

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Mais um serão e este trabalho fica pronto... e já tenho outro na agulha!
Em breve, Cores Novas # 02

Até já
Ana Lado B

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Os anos passam, as memórias ficam

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Um destes dias, perguntou-nos o mais novo "quando as pessoas têm um acidente e se partem todas e vão parar ao hospital, como é que se chama aquele pagamento que têm de fazer?", o pai olhou para mim com ar de o que é que se passa com o miúdo? a minha reacção ???!!!! depois hesitante respondi taxa moderadora?... e o miúdo todo entusiasmado diz pois, é isso mesmo!!!  Ui, que raio de história é que viria dali. Como podem calcular fiquei desejosa que a terminasse para a ler, aliás é hábito, sempre que escreve uma pede-me que leia e lhe diga o que acho. Ainda tive de esperar um bom bocado, pois o texto prometia preencher uma A4 e um virar de página. Estávamos na cozinha, eu e o pai a preparar o almoço, ele na mesa da cozinha com uma máquina de escrever à frente.
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Esta máquina de escrever guardo numa estante à qual chamamos armário museu, uma espécie de avivador de memórias. A máquina pertenceu à minha mãe, que não fez grande uso dela, na minha adolescência herdei o objecto e usei-o bastante, não só para trabalhos escolares como também para escrever livremente. Sim, porque a malta é do tempo em que computador era igual a spectrum!... O meu pequeno R adora escrever à máquina, acha o máximo, mas faz-lhe uma certa confusão imaginar a vida dos pais, quando pequenos, sem computadores. O certo é que a máquina o encanta, com certeza pelo seu mecanismo, sem dúvida que a vê como um brinquedo, mas a verdade é que o objecto lhe estimula o gosto pela escrita... eu nunca o vi sentar-se em frente ao computador para registar uma palavra que fosse. Para já, computador é igual a jogar! Quando oiço o som das teclas a minha memória parece um turbilhão, regresso a momentos do passado num estalar de dedos. Sinto-me feliz por o meu pequeno R gostar tanto de registar a sua imaginação naquelas teclas. Quando está para ali virado passam-se manhãs ou tardes e as suas aventuras aparecem, ali, letra a letra. Adoro lê-las, são sempre hilariantes, e adoro que ele goste tanto de escrever. O nosso pirolito fez onze anos esta semana. Um dia as histórias dele também irão morar naquele armário, para que num futuro, sempre que nos apeteça, possamos pegar-lhes, lê-las rir-mo-nos que nem parvos e sentirmo-nos felizes. Ah, a história que surgiu neste dia era sobre um homem que se chamava Homem, que depois de passar por uma série de infortúnios (descritos ao pormenor), conheceu um super-herói, seguiu-lhe a coragem e determinação, deixou de ter azares na vida e foi feliz para sempre. Fim!


Até já
Ana Lado B


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Encontrei o meu Jardim de Liláses

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Sempre gostei de dar um nome aos trabalhos que faço, é a minha forma de os personalizar e torná-los únicos. Mas nem sempre é fácil encontrar-lhes o nome, às vezes demora. Foi o que aconteceu com esta manta que fui chamando de manta listrada mas sempre com esperança de olhar para ela e me deixar mergulhar numa imagem inspirada. Foram inúmeras as vezes que a olhei, mas nada. Isto de dar um nome ao que fazemos tem de ser sincero, não pode ser um nome qualquer só porque sim, acho. Bom, já estava convencida que seria apenas a manta listrada e pronto, é o que é. Ontem enquanto a fotografava aconteceu o que eu achava já não ser possível, consegui ver para além dela e sabem o que vi? um jardim de liláses e quase que posso garantir-vos que até senti o cheiro das flores... foi como se estivesse a passear "lá dentro". Sim, há algum romantismo nisto tudo mas foi o que me sugeriu. Vi o jardim, estive lá, portanto o nome estava encontrado!







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Sabia que queria fotografá-la no meu retiro e este fim de semana o tempo propiciou-se. Decidimos não ir no sábado e só fomos ontem. Não correu mal mas no sábado a luz teria sido outra, esteve um dia lindo com um céu azul como já há muito não via. Ontem não choveu, não fez vento, nem sequer muito frio mas o sol andou meio filtrado por detrás de uma fina camada de nuvens cinzentas, mas deu para acontecer. Desta vez tive um ajudante.

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Dou a etapa por terminada, a manta está pronta para ir morar com a minha C. Os olhos dela já a viram e gostaram muito. Não é uma manta qualquer, é uma manta listrada, é certo, mas é a Jardim de Liláses.


Até já
Ana Lado B


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Andam à procura de casa...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Não, não sou eu que ando à procura de casa, andei sim a trabalhar num projecto que agora já posso mostrar-vos. Coloquei alguns dos meus trabalhos em destaque, à procura de casa para morar. Estão disponíveis na Loja Fazbemaosolhos. O link já anda há algum tempo na barra lateral do blog mas ainda não vos tinha falado dele. A foto abaixo foi a que escolhi para o assinalar, gosto dela especialmente.
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Colocar as mantas à disposição de quem as quiser, além de uma tentativa de rentabilização, tenho a dizer que também procuro a enorme satisfação que sinto quando alguém decide comprar uma manta fazbemaosolhos simplesmente porque gosta. Nem imaginam como o meu ego fica insuflado! :)



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Quem se dedica a este tipo de ofícios por pura paixão, e não me refiro só aos crochets mas aos crafts em geral,  acho que entende muito bem o que a seguir afirmo. Quem ficar com uma destas mantas, também fica com as horas e horas de dedicação que cada uma precisou para existir, fica com o carinho que impregnei aos materiais na execução de cada uma delas e também fica com o enorme conforto que senti a cada cor misturada e resultado obtido. São únicas, são especiais e são pensadas para fazer (muito) bem aos olhos.
Agradeço a todos e todas pela motivação constante ;)

Até já
Ana Lado B


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Cores novas!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Fui às compras. Considero que dias cinzentos pedem cor. Tenho sete cores que formam uma paleta que idealizei há já algum tempo. Ainda não sei muito bem o que vou fazer com elas. Bom, tenho já alguns pontos de orientação:  certamente será crochet;  mantas talvez não... e daí não sei; almofadas, anda-me a apetecer.
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Optei por comprar meadas, estas são da Brancal. Dão um bocadinho mais de trabalho porque temos de transformá-las em novelos mas é um bom ritual, acho. Ao serão, estico as meadas nos joelhos e faço novelos enquanto dou um dedo de conversa ou espreito uns episódios gravados das minhas séries favoritas. E depois, adoro a rusticidade dos novelos feitos à mão, ficam redondinhos mas com aquele aspecto único.




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Gosto muito destes tons boémios, boho, bohéme, bohemian, whatever... misturem-nos como vos apetecer, ficam sempre bem. Sexta-feira é sempre um dia de trabalho que acaba muito tarde mas este fim de semana estarei livre e com esta chuva (que não pára!) haverá momentos de ronha no sofá, com certeza absoluta. Será nesses momentos que vou pegar nos novelos e começar a transformá-los.
E vocês, gostam das cores? E o que fariam com elas?

Até já
Ana Lado B



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Lenço triangular

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Enquanto a manta listrada aguarda por dias de sol para ficar estendida em cima da cama a bloquear, entretenho-me com as sobras.  Numa das sobras encontrei a oportunidade para avançar com mais um dos workshops do livro da Erika Knight, desta vez o Lenço Triangular.
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Fi-lo num instante. Nunca tinha experimentado nada assim, explico, pegar num fio muito fino e trabalhá-lo com uma agulha muito grossa. O resultado é fantástico, gosto!
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Este fio da Brancal, com percentagem de lã, é apropriado para ser trabalhado com uma agulha 3 ou 3,5. Para criar o efeito pretendido neste modelo, usei uma agulha 9. As malhas ficam muito laças mas se assim não for, não produz o efeito desejado. E até vos digo, se o fio não tiver pelinho, este tem um bocadinho, ainda melhor, porque efeito fica mais bem definido.

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Vou continuar a aproveitar as lãs que sobraram da manta e fazer mais um ou outro acessório para mim. Já tenho na agulha mais um trabalho, também inspirado noutro workshop do Crochet Simples.
Entretanto ando com vontade de fazer um novo stock de lãs, usar outras cores e partir para novas ideias. Os dias cinzentos e chuvosos deprimem-me, dão-me um nó no cérebro e entorpecem-me as ideias, talvez não seja mal pensado contrariar esses sentimentos com um banho de cores, precisamente.


Até já
Ana Lado B

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

As 7 Maravilhas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
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Hoje, um post sem crochet mas que pode fazer muito bem aos olhos, e no caso também à barriguinha. Revelo-vos um dos meus maiores prazeres - a mesa! Já fiz uma ou outra publicação de receitas, coisa pouca, mas eu gosto muito de comer e também de cozinhar. Adoro estar à mesa rodeada da família ou dos amigos e gosto muito de comer bem. Não é comer muito, é comer bem. De quando em vez lá vamos comer fora de casa e há um espaço em plena ribeira do Porto do qual gosto muuuuito! Chama-se As 7 Maravilhas. Os donos desta linda casa de pasto são amigos meus, o Thomas e a Ju, gente boa, muito apaixonada pelo que fazem e com muita generosidade. Trabalhei com o meu amigo Thomas durante anos, e sempre o conheci com este seu Lado B, a paixão pela cozinha. Embora o nosso trabalho fosse de outra área, muitas foram as vezes que por puro prazer cozinhámos e organizámos grandes repastos para os nossos amigos. Lembro-me de vários mas houve um que considero muito especial, uma ceia medieval em que o meu amigo nos surpreendeu com uma goulash absolutamente fenomenal. Para quem não sabe, goulash é uma sopa originária da Húngria medieval, confeccionada com carne, vegetais e colorau. Uma verdadeira delícia mas acerca da goulash húngara podemos falar noutra altura.Voltemos aonde estávamos. As 7 Maravilhas, além de ser um sítio cheio de pormenores onde podemos saborear paladares intensos, extremamente bem confeccionados, originários de vários cantos do Mundo, é também um sonho realizado. Aquele é o canto com que estes amigos sonhavam há muito e tiveram uma grande destreza quando a vida lhes sorriu com a oportunidade. Assim se transforma um Lado B em Lado A!


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As minhas fotos não são as melhores para fazer jus a tão bonito espaço.Têm de o ver ao vivo. Quem esteja pelo Porto e goste de degustar iguarias num ambiente do género "fui jantar a casa dos meus amigos" não hesite em visitar este espaço. Atenção, para irem ao fim-de-semana há que fazer reservas, está sempre cheio!
Apreciem ;)

Até já
Ana Lado B





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

o tempo pergunta ao tempo...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
A minha manta listrada tem já a barra concluída, falta rematar umas pontas, coisa pouca, e bloquear o trabalho mas aguarda pelo meu tempo livre para lhe poder dedicar a atenção que precisa. Também aguarda por algum sol para uma sessão fotográfica...
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Sobraram meadas da manta listrada e com uma delas fiz um acessório para mim... está quase concluído mas também está a aguardar que o meu tempo fique mais livre para poder terminá-lo...
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Quando tive o meu momento de pânico com a manta listrada, para ajudar a dissipar a sensação, fui comprar umas lãs com cores muito diferentes daquelas por que habitualmente os meus olhos se sentem atraídos e comecei um novo projecto. Está parado, à espera do meu tempo livre...
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Por vezes é assim, aquele post que já está esboçado e pensado para publicar em determinada altura acaba por não acontecer. As razões podem ser várias. No caso, o meu lado a fez-me um daqueles chamamentos Ana, presta-me muita atenção! , sendo que vai persistir por algum tempo, e isto somado ao facto de ter um blog cujo objectivo é a partilha de trabalhos manuais, que exigem tempo para serem executados, acaba por resultar numa ausência maior do que a desejada. Passaram dez dias desde a última publicação e não tivesse eu tido a iniciativa de avançar com esta, mesmo que vaga, nada aconteceria nos próximos dias. Estar por aqui já é orgânico, é-me difícil ver passar os dias sem conseguir trocar nem que sejam umas simples palavras, pergunto-me porque é que, entretanto, não falo de outras coisas?... já não é a primeira vez que refiro isto, e já o fiz uma ou outra vez, timidamente, mas nunca me organizo de forma a que aconteça mais vezes. Depois, outra questão que me deixou a pensar, quando lancei o post do 2º aniversário a Lulu comentou "gostaria de conhecer um bocadinho mais sobre ti, sobre a tua pessoa". Tem razão, ando por aqui há quase oitocentos dias e nunca revelei muito mais do que o meu vício pelo crochet, que é o grande propósito do blog, sabe-me muito bem e é para continuar a bater fortemente. Existem várias formas de nos darmos a conhecer, através dos hábitos e dos gostos é uma delas. Tudo isto para vos dizer que às vezes me apetece fazer outro tipo de partilhas, e sim, dar-me a conhecer mais, sendo que a grande vantagem, e esta é a parte que me interessa, é o facto de poder permanecer por aqui mais tempo, mesmo quando os crochets não avançam, porque ao fim e ao cabo o que me sabe mesmo bem é estar por aqui.

Até já
Ana Lado B


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