quinta-feira, 30 de julho de 2015

Outras conversas

quinta-feira, 30 de julho de 2015
É na altura de férias e de tempos livres que mais tempo estou no meu blog, precisamente pelo mesmo representar o meu Lado B, aquele lado que dedico aos meus hobbies, principalmente àquele que melhor conhecem e que representa 90% das publicações deste blog, o crochet. Mas não é a única actividade a que me dedico nos meus tempos livres, embora seja um vício (porque é!) faço outras coisas, claro está. Há muitas outras distracções que me fazem bem aos olhos e à alma. É um facto que não vos falo muito, ou quase nada, de outras actividades, como por exemplo as minhas leituras e as minhas músicas,  mas cada vez mais sinto a vontade de o fazer, de partilhar convosco outros momentos que me distraem e me enchem a alma quando o tempo é tudo o que está ao meu alcance. De quando em vez lá vos falo do campismo, que tanto adoro, aliás nem consigo imaginar a minha vida sem esse meu retiro. E hoje deixem-me então mostrar-vos por onde andei no passado fim-de-semana - num parque de campismo que fica no vale do Douro. Os meus filhos R's estão de férias com os avós mas eu e o pai R morremos de saudades dos miúdos e fomos até lá passar um dia com eles. Foi muito, muito bom!




Eu sei, é misera a quantidade de fotos. Queria ter mais para publicar mas imaginem que fiquei sem bateria quando decidi fazer a "reportagem fotográfica" e apercebi-me que não tinha levado o carregador... só consegui estas. Mas dá para perceberem, um bocadinho, que me fez muito bem aos olhos olhar aquele vale. É um sítio muito bonito para passar um dia ou outro, contudo confesso que não é o meu ideal de campismo. Para mim é um bocadinho confuso, muito concorrido, muita gente, barulho... o meu campismo é muito mas muito mais calmo, e quando respiramos fundo sentimos o cheiro do pinhal e o barulho que mais se ouve é o dos pássaros. Não tarda estarei lá, a passar uns dias das minhas férias com os meus R's todos. Estou desejosa!

Até já
Ana Lado B




terça-feira, 28 de julho de 2015

Quando eram pequeninos...

terça-feira, 28 de julho de 2015
A publicação de hoje é dedicada ao bricolage, que é igualmente uma das actividades do meu Lado B, nada que me ocupe tanto tempo e tão viciante como o crochet, este ganha sempre, mas é igualmente divertido. Mas antes de ir ao assunto da bricolage, deixem-me explicar-vos o porquê das descobertas que hoje vou partilhar aqui convosco. Ultimamente tenho vivido algumas saudades em relação à idade em que os meus filhos eram muito pequeninos e tenho andado a visitar alguns sites sobre temáticas para pequerruchos. Dos meus filhos recordo o cheiro tão característico, doce, a água de colónia, a papas. Recordo vê-los a dormirem em posição de sapinho, sabem, aquela de barriga para cima com os braços e as pernas dobrados e a cabecita de lado. Lindos. Pois,  é mesmo assim, quando os vemos a crescer e a transformarem-se em gente grande é normal que olhemos para trás e os recordemos quando eram ainda dependentes para tudo. É bom recordar. E é bom vê-los avançar na vida, independentes e felizes.
Um dos meus R´s é ainda pequenote, soma dez anos e eu e o pai ainda somos os seus heróis. O R mais velho está quase a fazer quinze, faltam escassos dias, e já anda muito ocupado com os seus afazeres. A minha C já soma vinte e três. Esta sim, é mesmo já muito grande!
Será que este sentir é já um sinal da crise da meia idade?!... bom, adiante.

Ora, muitas das bloggers que acompanho e que por aqui passam são mamãs de crianças pequeninas e foi a pensar em vocês que me lembrei de partilhar esta publicação. O que aqui vos vou mostrar são ideias fantásticas para criarem "cozinhas de brincar". Encontrei-as na net, partilhadas neste site, e achei-as maravilhosas. À parte que me toca, não farei nenhuma para os meus filhos mas com certeza que daqui a uns anos poderei regalar descendentes meus com uma destas ternuras. Seja como for, estou tentada a construir uma, com tempo, sem pressas, nem que seja por puro prazer e distracção. E depois temos sempre amigos ou familiares que têm crianças e estas são também ideias fantásticas para criarmos umas prendas diferentes. São ideias muito originais e que servem de ponto de partida e de inspiração para criarem os vossos próprios modelos. São criadas a partir da reciclagem ou da adaptação. Desde tarecos velhos a caixas de fruta, é um mundo de ideias extraordinárias que atiram aquelas cozinhas caras de plástico para um canto. Dêem asas à vossa criatividade, ponham mãos à obra e divirtam-se!

Das que vi neste site, seleccionei algumas que mais me encantaram e criei os links directos às explicações, aliás são links que farão as delícias de muitas mamãs e suas crias, com certeza absoluta. Escolhi cinco ideias. Comecemos por esta, têm um aparador que já não usam? Tirem-lhe a parte de cima e transformem-na para os pequenotes.

Como fazer
Comecem a prepará-los para as grandes churrascadas que farão com os amigos quando forem grandes!

Como fazer
Estão a ver aquele cantinho lá de casa que pode ser aproveitado para as brincadeiras?...

Como fazer
Têm um banquinho de madeira a mais lá por casa? Então transformem-no!

Como fazer
Quantas e quantas vezes não vemos caixas de fruta deitadas fora?... Transformem-nas no que quiserem. Em aparador, em mercearia, em supermercado, em cozinha, em armário de actividades... como queiram. A escolha é vossa!

Como fazer
E pronto. Após esta publicação sinto-me feliz como uma criança!
Espero ter-vos ajudado a inspirarem-se.
Desejo-vos uma semana feliz.

Até já
Ana Lado B

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Écharpe de Verão - dica

sexta-feira, 24 de julho de 2015
Aqui está uma ideia de um projecto simples e fácil para fazermos durante as férias, isto no caso de quem goste de se entreter com um novelo e uma agulha mesmo no período de férias. Eu gosto. Um bocadinho por dia, sabe-me muito bem.
O que aqui vos trago vi num site que sigo, Yuli  que é o nome da autora.  É uma écharpe com um ponto muito simples e que produz um grande efeito, acho. Recentemente comprei um novelo de fio de algodão - dos fios Katia, o Mississipi - porque adorei a cor e o toque macio. E foi com o mesmo que decidi tirar a amostra da écharpe da Yuli. Cá está.



Penso que resulta muito bem. Tenho de comprar, segundo as instruções da Yuli, mais dois novelos.
E no que toca ao crochet, já tenho com que me entreter nas férias, que não vão começar já mas falta pouco, começam de hoje a uma semana precisamente, está quase.
Gostaram da dica?
Obrigada Yuli, pela partilha.
Desejo-vos dias felizes.

Até já
Ana Lado B

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Estava difícil!

quarta-feira, 22 de julho de 2015
Esta é uma publicação sobre um dos trabalhos que tenho vindo a "arrastar" há já algum tempo. Quem visita o fazbemaosolhos já o conhece.


Ao longo dos meses, fui mostrando as várias fases pelas quais o trabalho passou e desafiei-vos a adivinhar o que seria que ia sair destes granny squares. Os palpites variaram, desde manta, almofada, xaile, echárpe... e até que ficariam muito bem em qualquer uma destas hipóteses... mas também houve quem dissesse mala ou saco e é isso mesmo que pretende ser. Só não sei muito bem o que lhe chamar, se saco, se mala... bom, fiquemo-nos por um saco, sempre pode assumir mais funções. Precisamente a meio deste mês, no post Vamos lá! mostrei uma das fases pela qual passou este projecto: a fase da costura do forro. Tudo indicava ter corrido bem até que quando o quis colocar, tudo correu mal! Vira daqui, vira dali e não dava, era pequeno. Aiii, além de ter andado às voltas com o tecido para perceber como fazer um forro para o saco, não calculei bem as medidas... definitivamente, os meus dotes para a costura são pé-ssi-mos. E tenho pena, porque até que gostaria de fazer alguns trabalhos de costura mas quase sempre quando me meto no assunto sai tudo ao lado. Pronto, não se pode ter jeito para tudo, não é verdade? Bom, e para não empatar mais o assunto resolvi que acabaria o saco mas sem forro, mais tarde talvez arranje paciência para tentar um outro que resulte, logo se vê. A seguir, tinha de lhe colocar umas asas mas também não foi fácil, nem imaginam a indecisão que tive na escolha das mesmas. Ando nisto há séculos! Procurei nas retrosarias daquelas asas em madeira, plástico, contas... não vi nada com que me identificasse. Depois dessa demanda sem resultados, virei-me para a net e só no fim-de-semana passado é que me decidi, finalmente, pelo tipo de alças a aplicar. Vi umas alças feitas em crochet reforçadas no interior com corda de algodão. Tcharam!!! Lembrei-me então de aproveitar um cinto, muito gasto, que tinha cá por casa. Aquela mania de não deitar nada fora porque pode dar jeito para os trabalhos manuais, às vezes resulta mesmo.


Comecei a construir as alças do meu saco. Claro que após descoberta a solução, não descansei enquanto não vi o resultado.




Estava difícil, quando engatamos uma vez, engatamos duas ou três!
As asas... eu sei que não estão a perfeição, talvez se não as tivesse debruado a vermelho mas sim a preto tivessem ficado com melhor aspecto, mais perfeitinhas. Mas vá lá, até que acabaram por produzir um efeito engraçado. E cá está mais um dos projectos em lista terminado.

Baaahhh sempre que tiro fotos no interior, não ajuda...

E vocês, o que acham do saco?
À parte que me toca, estou a pensar usá-lo durante o Verão, com ou sem forro ;)
Desejo-vos dias felizes.

Até já
Ana Lado B

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mergulho no Mundo das Cores

quinta-feira, 16 de julho de 2015
Todos os que me seguem sabem que tenho uma forte paixão pelos contrastes de cor e que gosto, especialmente, de criar combinações improváveis, que fujam à rotina. Essas combinações acabam por resultar, na maioria das vezes, em trabalhos personalizados com um gosto muito próprio e que não se identificam com as paletas mais usadas ou mais na "moda". Claro que se me identifico com as tendências do momento, também as sigo mas contrariá-las confesso que me dá um certo gozo porque acabo sempre por descobrir mesclas diferentes que também funcionam. Mas quando imagino os conjuntos de cor que pretendo aplicar em determinado projecto é porque tenho referências (estímulos) que me levam a determinadas opções. Claro que todos nós temos gostos muito próprios, e ainda bem (!), e o que faz bem aos olhos a uns pode não agradar aos olhos de outros, e muito bem, e é também natural que tenhamos sempre tendências muito próprias nas escolhas que fazemos, há quem goste de cores garridas, há quem goste de cores quentes, há quem goste de cores frias, há quem goste de tons pastel e românticos, há quem goste de monocromatismo, há quem mantenha sempre uma cor em evidência independentemente das paletas que crie, etc, etc, etc, mas seja qual for a escolha uma coisa é certa: o nosso cérebro precisa de estímulos para que possamos ter outras visões e possamos sair da rotina. É como em tudo, quanto mais vemos, lemos e conhecemos, maior se torna o nosso leque de escolhas e mais fortificamos o nosso sentido crítico. É um facto que a criatividade é um dado adquirido ao ser-humano mas esta, para que extravase, tem de ser estimulada e alimentada, caso contrário estaremos sempre a cair no mesmo.

Hoje quero dar-vos a conhecer uma das minhas fontes de inspiração, é um dos sites que mais sigo, e que por acaso como tantos e tantos outros não consta na minha lista de inspirações (na coluna do lado direito do blog, algo que rectificarei em breve - tempo precisa-se!). Quero partilhar convosco o Folt Bolt, uma montra de artistas do mundo inteiro, desde artistas plásticos a artesãos são inúmeros os que por lá passam. O site foi criado por Kriszta Kemeny, uma designer húngara que vive na Austrália, e que durante anos teve um projecto que se propunha à criação de acessórios para a casa e quartos de criança com técnicas de patchwork, assim como acessórios femininos, como colares e malas. Podem conhecê-la melhor ao visitarem o Folt Bolt. E Folt Bolt em húngaro quer dizer Loja de Patchwork (o projecto que a designer teve na Húngria), e é essa imagem das colchas aos quadradinhos que Kriszta escolheu para destacar os trabalhos dos artistas, sempre seleccionados pela própria. É um gosto muito próprio mas é delicioso, vejam, vale a pena. Vão ver como se inspiram, como farão uma outra leitura das combinações de cor e ao mesmo tempo tomarão conhecimento do trabalho de centenas de artistas espalhados pelo mundo. 
E mais não digo, visitem o Folt Bolt e dêem um mergulho no mundo das cores...

Seguem-se meia dúzia de exemplos do que podemos encontrar no Folt Bolt. Todas as imagens foram retiradas do facebook do site e são pertence dos artistas destacados por Kriszta Kemeny.
Desfrutem ;)







Desejo ter-vos inspirado com esta publicação e sinto-me muito grata por poder partilhá-lo convosco.
Bem hajam

Até já
Ana Lado B

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Vamos lá!

quarta-feira, 15 de julho de 2015
Nestes últimos dias afastei-me um bocadinho do blog, pelo costume, o meu Lado A convocou-me a tempo inteiro. Mas mesmo assim tenho conseguido, embora a passo de caracol, avançar com os projectos fazbemaosolhos. Um deles já foi à máquina de costura, finalmente! mesmo assim ainda falta mais uma etapa para ficar pronto.


A camisola vai avançando nos pequenos serões, pequenos porque mal me sento no sofá as pálpebras começam a pesar, a querer fechar... e fecham! De qualquer forma tenho já a frente quase, quase pronta. Carreira a carreira lá se vai vendo o resultado. Em breve, irá merecer um destaque por aqui - Camisola- parte II - o restante pap/diy.


A almofada dos losangos é que, por enquanto, ficou em stand-by, assim como a mudança (de visual) do meu quarto. Vai ter de esperar um bocadinho mas vai acontecer, claro que sim.


Como vêem, o meu Lado B tem andado a arrastar-se... mas não tarda irá entrar em velocidade cruzeiro, tem mesmo de ser, até porque já me fizeram uma série de encomendas, desde baby blankets a almofadas granny, bandeirolas e forras para assentos de selim (que nunca fiz e quero muito fazer)... não faltam os pedidos, resta conseguir responder a todos em tempo útil. Mas sabem, eu gosto de trabalhar sob stress, quer isto dizer, gosto de ter vários objectivos para atingir. Dá-me muito gozo ir riscando da lista as ideias e vê-las passar de mera imaginação a pura realidade, seja em que lado for, B ou A.
Uiii preciso de muita energia para os próximos tempos, há muito para fazer e para vos mostrar, vamos lá!

Até já
Ana Lado B

terça-feira, 7 de julho de 2015

Cabeça nas nuvens!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Esta publicação é uma errata. Cometi uma gafe, pelo facto apresento as minhas sinceras desculpas. Aqui que ninguém nos ouve, confesso que já estava de olhos trocados quando cheguei àquela parte do texto.
Criar pap's não é fácil, exige muita concentração e o cansaço não pode fazer parte do acordo e no caso lá andava "ele" a interferir. Na última publicação que fiz - a da camisola # parte I - disse que as partes maiores do decote criam as mangas e as mais pequenas as frente e costas do decote. Nada disso, é precisamente o contrário. Felizmente que dei conta da gafe e já actualizei o texto. Imaginem que não tinha dado por nada... seria uma desgraça, ver serem criadas camisolas com grandes cavas e corpos tão estreitos que ninguém caberia neles... ui, havia de ser giro.
Mas está resolvido. Muito obrigada pela vossa paciência.
Desejo-vos uma semana em cheio!

Até já
Ana Lado B


sábado, 4 de julho de 2015

Camisola # parte I

sábado, 4 de julho de 2015

Continuo para bingo na eliminação de trabalhos por acabar, referidos no meu memo Tudo em Ordem. Hoje falo-vos sobre a camisola que ando a fazer. Gosto particularmente deste modelo por ser de execução simples e por causar um efeito estupendo, acho. Vi-o na net, já faz tempo, mas não sei a quem pertence e pelo facto que me desculpe quem criou este design por não lhe fazer aqui referência. Aliás, se alguém reconhecer de quem é o original, por favor não hesite em informar-me, agradeço. Mas só apanhei umas fotos, sem esquemas, e foi com o meu "olhómetro" que me atirei à experimentação. É igual à que fiz em Novembro do ano passado, esta. Não imaginam, fiz um brilharete sempre que a vesti. Tem um ar meio tosco porque decidi experimentar fazê-la com um fio espesso, trabalhado com agulha nr.5, que resultou num camisolão (sem mangas mas quem deseje pode acrescentá-las) que fica fantástico por cima de uma camisola de gola alta, por exemplo, além de que é bem quente e muito confortável. Vantagem de não ter mangas? Poder vestir um casaco de fazenda sem nos sentirmos enchouriçados.

Mas a versão que hoje vos trago é feita com um material bem diferente e consequentemente o aspecto muda. Desta vez estou a trabalhar com algodão, para poder usar nas estações quentes. Criei, a pedido de várias famílias, um pap/diy sobre o modelo da camisola. Se a executo ou não seguindo o design original, não faço a mínima ideia, mas como vou explicar-vos também resulta.

Antes de mais, a versão que aqui vos apresento é executada num fio 50% algodão e 50% acrílico e estou a usar as cores 79 e 53 New Cancun, dos fios Katia e a usar agulha nr 3,5. A escolha dos materiais é ao critério de cada um, podem fazer com o tipo de fio que acharem, contudo é importante não esquecerem que os pontos de montagem (início do trabalho) vão-se alterando dependendo da grossura do fio usado. Se for mais fino precisam de acrescentar mais pontos, se for mais espesso precisam de menos pontos. Tirem sempre uma amostra com o fio escolhido de forma a perceberem qual o tamanho (medidas) que proporciona. A que estou a fazer, e aqui vos mostro, corresponde a um tamanho M (36/38).

1º passo: a camisola é executada pelo decote e cresce a partir daí, vejam



Tenham em atenção o cordão, que tem de ficar sempre com o direito virado para vocês de forma a que não fique torcido.

2º passo: na segunda volta formamos os quatro cantos com pontos V, que correspondem também aos aumentos. Para formarmos o primeiro V crochetamos quatro pontos de cadeia seguidos de um ponto alto crochetado na mesma malha onde começámos os 4 pontos de cadeia. Fica formado o primeiro canto. Os seguintes V são feitos assim: um ponto alto, um ponto de cadeia e um ponto alto crochetado na mesma malha onde iniciámos o primeiro.


Seguem-se 38 pontos altos seguidos de um V, 28 pontos altos seguidos de um V, 38 pontos altos seguidos
de um V e 28 pontos altos, sendo que o último ponto alto fecha no ponto que se apresenta (o do início da 2ª volta). Portanto, no caso vamos ficar com 140 pontos altos no total, a contar com os pontos que formam os V. Considerem as primeiras duas voltas as mais difíceis, isto porque caso se enganem numa única malha, lá terão de voltar a contar tudo até acertarem... a mim aconteceu-me umas quantas vezes e tive de desmanchar e voltar a fazer até acertar. Caso vos aconteça têm de ser pacientes e desmanchar as vezes necessárias, porque se não o fizerem correm o risco de ficar, no final, com uma camisola com o decote todo torto e mal formada e não querem isso.


Reparem como fica quando tudo bate certo. Vale a pena insistir. A partir da 3ª volta, inclusive, crochetamos sempre tal e qual se apresenta o trabalho, ou seja, onde se apresenta ponto alto, fazemos ponto alto, quando se apresenta um ponto V fazemos um ponto V. E a nossa camisola vai crescendo até atingir o tamanho que pretendemos para formar a parte de cima e as mangas. ATENÇÃO: fica ao critério de cada um escolher as cores e ordem das mesmas, ou se preferir pode ser de uma só cor, MAS caso opte por riscas, o trabalho deve ser sempre executado pelo lado direito (sem o virarmos para a volta seguinte), de forma a escondermos as mudanças de linha, que devem ficar todas no avesso do trabalho e rematadas por lá. E não se esqueçam de deixar pontas grandes para que posteriormente as possam rematar com segurança, se as deixam curtas podem correr o risco de não conseguir rematá-las bem e com o uso da camisola lá começam a aparecer e até a desmanchar-se... também não queremos que aconteça!

Continuando, para verem aparecer esta primeira parte da camisola, dobrem o trabalho ao meio, os lados maiores formam a frente e traseira do decote e os mais estreitos as mangas... et voilá!


Tão giro o efeito, não é?
De momento a camisola está já mais avançada do que se apresenta nesta última foto, já passei para a segunda fase - o corpo. Não tarda volto com a segunda e última parte, onde vos mostrarei como se constrói o corpo e como se termina.
Espero ter conseguido motivar-vos a começarem as vossas camisolas neste modelo e principalmente espero ter conseguido explicar-vos de forma simples como fazê-lo.
Hoje as explicações vão ficar por aqui, resta-me desejar-vos um magnífico fim-de-semana.

Até já
Ana Lado B

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