terça-feira, 30 de junho de 2015

As bandeirolas!

terça-feira, 30 de junho de 2015
Já posso riscar um dos items do meu último memorando de trabalhos pendentes.


Humm... a luz não estava grande coisa, esteve sempre nublado por aqui. As cores são mais vibrantes do que aparentam na foto mas dá para ter uma ideia.


E cá estão elas, as bandeirolas, prontas para enfeitar o quarto do pequerrucho da minha amiga. Ficaram com cerca de três metros de comprimento, tinha de ser visto que o quarto é grande e as paredes têm um pé direito que ultrapassa os quatro metros, casas antigas, lindas, na baixa do Porto. Veremos como vão ficar no quartinho do pequenito, a minha amiga prometeu tirar uma foto quando as colocasse, para vermos o efeito. E agora vou continuar a riscar outros items do memorando.

Até já
Ana Lado B

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Tudo em ordem

sexta-feira, 26 de junho de 2015
Existem momentos assim, em que a necessidade de colocar as ideias em ordem é estritamente necessária. Tenho de me auto-disciplinar de quando em vez. Sou um ser cheio de ideias, estão a ver o género? Com certeza que estão, pois é uma característica de quem se dedica a trabalhos criativos e muitos de vós serão assim também. Ideias, ideias, ideias e mais ideias... mas é importante saber parar e terminar todas as que já tivemos entretanto, ok? Pronto. É isso mesmo que estou a fazer. Ah, e depois há outra questão, é que, pelo menos comigo acontece, quando começo a experimentar um trabalho e outro e outro e outro, e não me organizo de forma a terminá-los, começo a ter a noção de que "tudo aparece mas nada acontece" e fico desmotivada e acima de tudo fico bloqueada. É uma sensação terrível, há que pôr tudo em ordem. Fora com o bloqueio criativo!
Segue-se então o meu memorando. Comecemos por estes granny. Já fiz um ou outro post acerca dos mesmos, estão prontos há séculos, estão todos unidos, rematados e direitinhos a aguardar pela próxima fase: costurar o interior. Pronto, esta parte do costurar foi o suficiente para atrasar este projecto... problemas meus com a costura (e também o facto de não ter a máquina cá em casa mas sim na rulote) mas não passa deste fim-de-semana, já chega de arrastar o momento e nos próximos dias sento-me em frente à máquina e acabo este trabalho, tem mesmo de ser!


Seguinte: resolvi aproveitar os restos dos novelos que vão sobrando das minhas baby blankets. Este é um dos trabalhos que iniciei e de momento não sei se o transforme na capa de uma almofada rectangular ou se continue a crescer com o mesmo e o transforme em mais uma baby blanket... bom, hei-de concluir algo.


Ainda com as sobras de lã, fiz estes triângulos que vão transformar-se numas bandeirolas para o quarto do filhote de uma amiga minha.


A seguir, mostro-vos uma (futura) camisola em fio de algodão. Cores fresquinhas para dias quentes. Queria muito concluí-la nas próximas semanas. De qualquer forma este projecto vai merecer especial atenção aqui no blog. Tenho andado a preparar o primeiro post e não tarda está cá fora.


E por fim e por último, isto.


Daqui sairá uma almofada. Este ano durante as férias vou fazer umas mudanças no meu quarto e acho que esta pequena irá lá parar.

:: :: :: ::

Ora digam-me lá se estou ou não a precisar de me disciplinar para terminar isto tudo. Estou, claro. De vez em quando é isto, começo um e outro e outro... aiiii e se soubessem a quantidade de ideias que entretanto já andam a bailar nos meus pensamentos. Mas neste momento a disciplina impõe-se e sem sombra de dúvida que ter um blog ajuda muito a alcançarmos essa organização (mental) tão necessária. E desse lado, existem muitos trabalhos pendentes?

Desejo-vos um bom fim-de-semana.
Até já

Ana Lado B

terça-feira, 23 de junho de 2015

Uma separação feliz

terça-feira, 23 de junho de 2015
É verdade, nem todas as separações são ruins, algumas são boas e por motivos ainda melhores. Hoje de manhã levei seis baby blankets minhas ao Mercado 48, uma Loja vintage de um bom gosto incontornável mesmo no centro da cidade do Porto, precisamente na Rua da Conceição, onde aliás existem algumas das minhas lojas de eleição, como o caso da Ovelha Negra. Não tenho qualquer dúvida de que só pessoas muito especiais conseguem levar em frente projectos extraordinários. É o caso destas lojas com conceitos muito inspiradores. Ah, mas as "pequenas" lá ficaram no Mercado 48, ainda não tenho fotografias das "minhas meninas" expostas mas ainda esta semana voltarei lá para fazer um registo. De qualquer maneira tirei-lhes uma fotografia (que ficou com tremeliques) mal acabámos de lhes colocar as etiquetas.


Aaaahhhh é uma sensação tão boa mas ao mesmo tempo tão estranha, assim como que de absorção mas ao contrário eheheh  É muito bom sabermos que gostam e se identificam com os nossos trabalhos e que querem tê-los nas suas lojas, aliás é muito mais do que bom , é um verdadeiro privilégio. Mas ao mesmo tempo não deixa de ser uma sensação estranha, porque muito provavelmente nunca mais voltarei a ver algumas das "minhas" peças... com certeza de que este sentir se deve ao facto de eu ser uma novata nestas andanças. Aliás, a grande responsável pela entrada das minhas mantas nesta loja, a minha querida amiga Patrícia, das Alfazemas, disse-me isso mesmo "ah, deixa lá, isso sente-se ao início mas depois passa. Queremos é que as pessoas gostem dos nossos artigos e os comprem!". Ela tem razão. E é inacreditável como saí do Mercado 48 a pensar em novas ideias, novos projectos para lá levar. Não consigo esconder que, independentemente do resultado, neste momento sinto-me muito feliz e não quis deixar de o partilhar convosco. Pronto, e agora vou preparar-me para a noite de S.João, que vai ser passada na companhia de uma sardinhada, salada de pimentos, caldo verde e tanta festa que até "rechinchamos", e biba o Porto carago!

E de resto já sabem, sejam felizes!
Até já
Ana Lado B

sábado, 20 de junho de 2015

Ondas em esquema

sábado, 20 de junho de 2015
Tinha de começar por algum lado e cá estou, mas com a plena consciência da responsabilidade que é a partilha de um tutorial e do rigor que este acto exige de forma a não induzirmos em erro quem está do outro lado a tentar reproduzir o que é sugerido. Não sendo uma expert do crochet mas sim uma autodidacta, sei o que sei e portanto tudo o que aqui partilhar convosco será feito com a maior humildade e também com uma grande dose de generosidade. Aprendi os pontos básicos, seja do crochet ou do tricot, quando miúda e ao longo da vida fui fazendo trabalhos seguindo instruções daqui e de acolá que me foram de grande utilidade para poder evoluir nos projectos que fui executando e com a prática e a experimentação acabei por conseguir chegar ao momento de olhar para um trabalho e fazer uso do meu "olhómetro" para reproduzir algo idêntico e é isso mesmo que me dá toda a liberdade de criação nos meus trabalhos, já para não falar do enorme prazer e satisfação que sinto ao vê-los transformarem-se em peças que transmitem um pouco de mim, dos meus gostos, das minhas escolhas e até de certa forma do meu modo de viver a vida. Sou só alguém muito apaixonado por um determinado género de crochet, aliás a grande razão que me levou a criar o fazbemaosolhos. Mas voltando aqui à partilha dos gráficos /esquemas comprometo-me a melhorar cada vez mais nas explicações que vos darei e tudo o que desejo é que estas partilhas vos inspirem e vos ajudem a criar os vossos próprios trabalhos. Nota: atenção que estes gráficos só conseguem servir aqueles que já sabem executar os pontos básicos do crochet.
Hoje partilho convosco os esquemas que uso para fazer as minhas baby blankets. Este não é um passo a passo que envolva a execução integral das mantas, é somente a apresentação dos gráficos usados para o corpo das mantas. Ah, atenção que o meu jeito para o desenho é nulo, tenho um traço muito incerto mas acho que consegui chegar a qualquer coisa bastante aceitável. Comecemos pelo esquema usado para as mantas Nicki e Mostarda. Primeiro tirem sempre uma amostra com os materiais que seleccionaram para a execução dos vossos trabalhos, não só para experimentarem os pontos e os seus efeitos mas porque também só assim percebem quantos pontos têm de montar no cordão inicial para atingirem o tamanho final pretendido.






Quando o trabalho começar a crescer e a ganhar forma e o efeito da mistura de cores se evidenciar, vão ver como não descansam enquanto não o virem terminado. Agora, sigamos para o esquema usado na manta melancia. É um bocadinho diferente, tem uma variante de "abertos". Aqui está




Para as mantas pequenas ondas, que têm ainda mais abertos do que a manta melancia, segui um esquema da net, o qual podem encontrar neste post. Existem inúmeros gráficos para a execução do ponto zig-zag (ripple), estes que vos mostro são só três possibilidades com as quais muito simpatizo, principalmente o primeiro que vos mostrei, sem "abertos". Em relação aos materiais usados, variei. Nas mantas nicki e mostarda usei fio 100% acrílico da Miltons (tem uma relação qualidade preço muito aceitável, trabalha-se muito bem e tem uma interessante paleta de cores), usei agulha de crochet número 5. Para as pequenas ondas usei o mesmo fio mas com a espessura inferior e trabalhei com agulha 4. Para a manta melancia usei o algodão rústico new cancun dos fios Katia e crochetei com agulha 3,5. Agora, espero que se divirtam a fazer as vossas próprias mantas ou outros modelos onde achem aplicar-se bem este efeito de ondas.
Mãos à obra e sejam felizes!

Até já
Ana Lado B

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Todas diferentes, todas iguais

segunda-feira, 15 de junho de 2015
Fiz uma retrospectiva das minhas mantas zig-zag. Todas diferentes, todas iguais.
Tenho já outra baby blanket destas iniciada mas encostei-a à box. Hei-de ir lá buscá-la mas só depois de terminar dois trabalhos que já tinha em mãos. Um deles já me acompanha há algum tempo e começo a sentir urticária  pelo facto de ainda não o ter terminado mas preciso da máquina de costura e não a tenho em casa, decidi levá-la para a rulote para fazer umas forras novas para os assentos e ainda não a trouxe. O outro trabalho é uma nova experiência que me está a entusiasmar (muito!) e que em breve vos mostrarei. Entretanto, aqui estão as minhas meninas ziguezagueadas.

as pequenas ondas foram as primeiras desta colecção

a seguir chegou a manta floresta , e aqui, para habitar o quarto do meu R mais velho

depois, a minha querida e fresca melancia

tempos depois, aparece a Nicki, alegre e vibrante

e a mostarda foi a última a juntar-se às outras

Quando chegar o Outono vou lançar-me a mais duas mas das maiores, do tamanho da manta floresta. Encomendas cá de casa, do meu R mais novo e da minha C que reclamam as suas zig-zag "então, fizeste para o mano, e nós?!" Têm toda a razão, todinha. E até já idealizei a paleta de cores, quer para uma, quer para outra mas vou esperar que chegue o cair da folha para as começar. Ah, e por falar na minha C, a minha laranjinha... faz hoje vinte e três anos que nasceu, tinha eu a mesma idade. A minha C é uma jovem mulher absolutamente linda, de forte personalidade e é a maior fã do fazbemaosolhos :)) Sei que vais ler este post filha, PARABÉNS!!!
Desejo-vos uma semana em cheio!

Até já,
Ana Lado B

sábado, 13 de junho de 2015

Cá em casa gostamos # 5

sábado, 13 de junho de 2015
Tenho andado em fase de tempo inteiro gasto no meu Lado A. Muito trabalho, isto é, uma trabalheira! Esta semana passou a correr, em modo velocidade de cruzeiro, incluindo saídas da cidade e viagens de trabalho a outras terras. Fizemo-nos à estrada e lá fomos nós rumo ao sul. Em dois dias apenas nos restou uma manhã para darmos umas voltinhas e conhecermos melhor o lugar. Montemor-o-Novo, conhecem? É terra alentejana, pequena cidade no interior, linda. Trouxe umas fotos que consegui tirar antes de ficar sem bateria quando fui visitar o castelo, o ex-libris da cidade.



Digam-me. Esta ruína que se segue não vos faz lembrar África?! 


O castelo não tem só ruínas, tem bosques e um convento mas entretanto a bateria foi-se, não consegui registar mais nada. Ficam as memórias e a vontade de lá voltar, quem sabe se não será já nas férias deste ano. Bom, e após este pequeno registo de diário de bordo, vou agora falar-vos do que me moveu para a publicação de hoje: a Caldeirada do Avô Manuel. Cá em casa gostamos, muito!
O Avô Manuel... nunca o conheci, partiu ainda eu não tinha nascido. Era de Ilhavo, pai do meu pai, um homem embarcado que trabalhou toda a vida nos navios cargueiros. A minha avó falava-me muito do avô Manuel, "ai se ele te tivesse conhecido, teria sido uma alegria, serias a menina dele". Ouvi estas palavras vezes sem conta, com as saudades do avô estampadas nos olhos da minha avó. Contava-me muitas histórias do avô Manuel, onde descrevia os lugares por onde ele passou e me mostrava as recordações que ele trouxe, na sua maioria ainda hoje guardadas em casa dos meus pais. O avô Manuel correu mundo. Um homem muito vivido, agarrado às coisas simples da vida e, segundo consta, de uma boa disposição inigualável. Ui, confesso que se me aperta o peito quando falo dele. Nunca o conheci pessoalmente, é um facto, mas de tanto me terem falado do avô ao longo da minha infância e adolescência, tenho a sensação de que estive com ele e também eu sinto saudades. É estranho, eu sei, mas sinto isso mesmo. O meu avô foi alguém muito especial na família, alguém que mesmo depois de partir não nos abandonou, visto ter deixado muitas e boas recordações. E esta receita que hoje partilho foi um dos legados do meu avô e foi a minha querida avó que me ensinou a fazer, tal e qual o meu avô fazia.



Como qualquer caldeirada, todos os ingredientes são dispostos no tacho por camadas. Do fundo para cima: um fio de azeite, cebola às rodelas, alhos laminados, folhas de louro, batatas às rodelas, mais um fio de azeite para as regar, tomate cortado (em rodelas, cubos, como preferirem), o peixe (a gosto, o meu avô fazia com mistura de peixes, por norma escolho peixe branco com poucas espinhas, por causa dos miúdos), cebola, alho, batatas, fio de azeite, tomate. Ainda não referi sal e pimenta (moída), estes vão sendo colocados em pitadas conforme montamos as camadas de ingredientes. No final acrescenta-se um raminho de hortelã e antes de pôr-mos ao lume, rega-se com uma mistura de: água suficiente para meio tacho, um bocadinho de vinho branco, polpa de tomate e açafrão. Eu acrescentei à receita do meu avô mais um ingrediente, oregãos. Para quem gosta do sabor, dá um toque especial. E pronto, depois de tudo regado com esta mistura, tapa-se o tacho e vai ao lume até estar tudo cozinhado.  


Embora seja um prato servido quente, é sempre um prazer comê-lo em dias de Verão, acompanhado por um bom vinho branco, ou verde, bem fresco. 
Experimentem e deliciem-se, vale a pena ;)
Desejo-vos dias felizes!

Até já
Ana Lado B

sábado, 6 de junho de 2015

Mostarda...humm parece-me bem!

sábado, 6 de junho de 2015
E já está!
Terminei mais uma das pequenas mantas. A colecção cresce a olhos vistos. Se há padrão de crochet que me enche as medidas é o zig-zag. É bem tradicional e sempre bem-vindo aos meus olhos. Gosto tanto do efeito das ondas na mistura de cores. Esta nova menina que nasceu esta sexta chama-se Manta Mostarda... falta de imaginação com o nome, não? Mas sabem, olhei-a quando a terminei e qual é a cor que mais salta aos olhos? O amarelo mostarda! E ficou assim, não consegui pensar noutro nome.



Esta selecção de cores vi-a num outro trabalho, por sinal também uma manta mas em tricot, aqui.




A Manta Mostarda ficou com o tamanho aproximado da Manta Nicki, com sensivelmente mais um centímetro e meio para cada lado, neste caso decidi fazer a barra um nadinha mais larga devido ao efeito que quis criar com as cores.



Estou, uma vez mais, muito satisfeita com o resultado final. É sempre assim, fico derradeiramente apaixonada pelas minhas pequenas mantas. Um bocadinho narcisista, pois, mas é um dos perigos do crochet, entre outros, até me senti na obrigação de vos deixar uma "nota muito importante"...


NOTA MUITO IMPORTANTE
Atenção, previno que este padrão é altamente viciante podendo mesmo provocar alterações comportamentais irreversíveis como, por exemplo, extremas sensações de prazer e felicidade devido ao efeito das cores misturadas. Advirto ainda que pode provocar efeitos secundários, como o facto de estarem a terminar uma destas mantas e o vosso pensamento estar já invadido pela que vão fazer a seguir, aguçando assim o vosso instinto de criatividade, podendo mesmo provocar-vos efeitos caleidoscópicos ao olharem intensamente para o resultado final.
:))

Sejam felizes!
Até já
Ana Lado B


Faz bem aos olhos | Crochet - Crafts - Lifestyle © 2014