segunda-feira, 23 de março de 2015

Ócio é (muito) bom!

segunda-feira, 23 de março de 2015
Foi assim durante todo o domingo. O sol ora aparecia, vibrante e quente, ora desaparecia, escondido pelas nuvens. Houve nuvens escuras e as pingas fizeram-se sentir, mas foi coisa pouca, muito pouca ou nada, felizmente. Falei com  minha filha, a viver em terras do sul, que me disse que por lá esteve sempre nublado e chuva. Por norma o norte é sempre mais fustigado com as questões climáticas mas vá lá, tivemos sorte. É já o segundo domingo que passamos no campismo. Para nós é tão extraordinário e revigorante, ajuda-nos a enfrentar a semana que se segue. Faz toda a diferença, mesmo nos miúdos.
Nesta altura do ano não se vê praticamente ninguém no parque, talvez meia dúzia de pessoas, literalmente. É um sossego, uma paz, uma plenitude. Nada mas mesmo nada substitui esta sensação de bem estar no meu Lado B. Ah, importante, sempre na companhia de um livro ou de um qualquer croché. Faz parte!







E com o despertar da Primavera o campo fica assim...





Estas, plantadas por alguém em tempos, agora crescem livres no meio do pinhal.  


Entretanto a semana já começou. Aproximam-se fins-de-semana de trabalho, não sei quando é que vamos ter oportunidade de voltar ao nosso pequeno retiro... mas ansiamos sempre pelo momento.
E aí, deram mimo à vossa pessoa e aos vossos?

Tenham uma excelente semana ;)
Até já 
Ana Lado B




sexta-feira, 20 de março de 2015

Era uma vez... uma pequena manta

sexta-feira, 20 de março de 2015
Era uma vez uma pequena manta que vivia num saco muito bonito na companhia de um rato, uma joaninha, uma bolota e uma raposa.


Apesar de gostar muito dos seus amiguinhos, a manta sentiu a vontade de conhecer outros lugares e conquistar novos amigos. Um dia, decidiu pular para fora do seu saco e mostrar-se ao mundo, na esperança de que alguém se apaixonasse por ela.


Sonha com uma nova companhia, alguém que dela precise. Pode ser um bebé, uma criança, uma jovem ou uma velhinha. A manta, pequenina mas quente, macia e muito vaidosa pelas suas cores, está agora à espera que surja a sua sonhada nova companhia, que a trate com carinho e lhe dê alegria, prometendo também tomar conta de quem dela cuidar, jurando amor eterno a quem tanto a estimar.


... e um dia esta história terminará com um "e foram felizes para sempre". The End!
. . . . 

Esta pequena manta, a que apelidei de "mini gypsy blanket" foi um dos primeiros trabalhos que executei quando criei o blogue. Nutro uma forte paixão por mantas tradicionais, adoro-as! São as mantas granny square, granny stripes e as zig-zag, aquelas que moram no mundo do croché há gerações e gerações que tanto me encantam. Tenho prazer em crochetá-las, das pequenas às maiores, nunca me canso de as fazer, imaginar outras, combinar as cores... é uma festa! Tenho algumas guardadas e agora decidi colocá-las à disposição de quem as quiser. E penso que a seguir virão outras e outras... e outras... ... ...




Encontram aqui as informações sobre a mini gypsy blanket

Aproveito para relembrar que este é o primeiro fim-de-semana de Primavera. Desfrutem-no!
Sejam (muito) felizes ;)

Até já
Ana Lado B


domingo, 15 de março de 2015

Inspirações # 3

domingo, 15 de março de 2015
Sempre que brilha o Sol...



Eu já tinha gostado de experimentar estas combinações de cor mesmo antes de ver o Sol projectado nas amostras... e quando as fotografei, uau! Que vibrantes! 
Estas foram as experiências desta semana que passou. Continuo em fase laboratorial, a misturar as cores que tenho em mãos. São muito bonitas, acho, mas começo a sentir falta de outras como os mostarda, os castanhos, outros tons de verde e de rosa... já ando a indagar, não tarda acrescento-as a esta pequena colecção. Mas sabem, estas experiências estão a dar resultado, já tenho um trabalho começado, que espero terminar até final deste mês, e tenho também ideias concretas para novos projectos. O trabalho que tenho na agulha surgiu a partir desta amostra.

E sempre que brilha o Sol e a ocasião se proporciona, vou até ao meu quintal. Foi o que fiz ontem a meio da tarde. Durante a semana fui comprando um vasito de flores aqui outro ali, para alegrar o Sr Quintal ;)


Desta vez tive um ajudante...



O meu pequeno R desceu comigo até ao quintal para me "ajudar" :))
Reparem, mudava de canteiro e mudava de ferramenta eheheh "Mãe, posso fazer um buraco aqui?" , "e aqui, também posso?"... tenho poucos canteiros, caso contrário teria passado o resto da tarde a abrir buracos! Aproveitei um deles para esta pequenota:


As outras, também conquistaram o seu lugar. Agora há que deixar o tempo passar para vê-las crescer e fazerem-se "gente".


Foi mais um pedaço de dia bem passado.
E hoje decidimos que vamos até ao parque de campismo. A nossa rulote chama por nós... coitada, após um Inverno inteiro está a precisar de mimos e nós a precisar dela!
Aproveitem também o dia. O Sol está a mandar-nos todos a apanhar ar livre. 
Desfrutem, tenham um dia magnífico ;)

Até já
Ana Lado B

quarta-feira, 11 de março de 2015

Inspirações # 2

quarta-feira, 11 de março de 2015
E as experiências continuam...
É verdade, ando a experimentar cores e padrões. De momento não tenho nenhum trabalho concreto em mãos, só isto, experiências. Por vezes é necessário que assim seja, caso contrário sinto que não evoluirei para novas propostas... e quero-as!






Esta amostra tem já um destino mas vai levar um bocadinho de tempo para podermos ver o resultado. Qual vai ser? Não vou dizer-vos... mas gostava tanto que dessem o vosso palpite. 
O que acham que vou fazer com este quadrado?...  
Dou uma ajuda ;) não será um mas sim muitos quadrados!

Ontem, uma praia cheia de Sol.
Hoje, um campo de papoilas.

Desejo-vos dias felizes ;)
Até já
Ana Lado B

terça-feira, 10 de março de 2015

Inspirações # 1

terça-feira, 10 de março de 2015
Por aqui o dia começou muito cinzento, precisei de o colorir um bocadinho...




E até parece que resultou. 
O Sol, embora tímido, vai espreitando de vez em quando  por detrás das nuvens.

Até já
Ana Lado B

domingo, 8 de março de 2015

Duas horas de puro prazer!

domingo, 8 de março de 2015
Penso que nunca vos mostrei o meu quintal. É muito pequenino. Moro num apartamento, no centro de Matosinhos, num prédio com cerca de 60 anos ou mais até. Nessa altura todos tinham o seu quintal. É o caso, nós moramos num segundo andar mas temos o nosso pedacinho de terra lá em baixo. Claro que preferia tê-lo mesmo ao sair da porta mas, para quem não estava a contar com uns bons canteiros para poder ter o prazer de os ver a florescer na altura do bom tempo, digo-vos que tenho muita sorte. 
Mas nem sempre foi assim, quando viemos para esta casa, vai a caminho de quatro anos, tudo o que conseguíamos ver das nossas janelas era um pedaço de terra, descuidado, um verdadeiro matagal. Levámos cerca de um ano para o limpar. Era aos bocadinhos, mediante as nossas disponibilidade e vontade. Tirámos sacos e sacos de lixarada, pedras, entulho, raízes velhas, objectos enterrados tal como pilhas, trapos, restos de vidros... não foi fácil. As sebes existiam mas atingiam quase os dois metros de altura e cresciam para todos os lados. Havia uma árvore (arbusto) ao fundo do quintal cujas raízes dominavam a terra até quase meio deste. Uma verdadeira confusão! Mas fomos determinados e aos poucos aquilo que era um matagal foi-se transformando num quintalinho simpático. No segundo ano decidimos que queríamos colocar uma cerca e também uma casinha de jardim, para guardar tralha e porque faz bem aos olhos (!) são tão giras. 

Ontem, andava eu a dar uma voltinha nos blogues que sigo e deparo-me com um post da Val do L'avion Rose sobre os dias de Primavera, o que me deu o impulso de saltar para o quintal e começar a prepará-lo para os dias férteis que se aproximam. Dizia a Val "É hora de olharmos para o nosso jardim, terraço ou varanda com outros olhos e resgatá-los de um longo e tenebroso Inverno". Nem mais! Eu já tinha agendado a tarefa para o fim-de-semana mas estava a distrair-me com outras. E como nada acontece por acaso, eis que me deparo com o post, largo a cadeira e fui direitinha para o meu quintal. Soube-me pela vida! Nada tendo feito senão desbravá-lo das ervas que tomam conta dele todos os Invernos, deixei-o pronto para receber os novos rebentos.
Não parece mas enchi três sacos de 100 litros com ervas daninhas, folhas, galhos secos e raízes velhas. 




As aromáticas... coitadinhas, estavam completamente atrofiadas pelas ervas daninhas, de tal forma que nem se viam. Ainda restou alguma coisa e com o bom tempo que se anuncia e alguns mimos, vão vê-las daqui a uns tempos no seu esplendor, não tenho dúvidas. Já a hortelã... bom, essa não resistiu e havia tanta! Mas não faz mal, volto a plantá-la e também ela crescerá rapidamente. Adoro hortelã, o cheiro, o sabor, são tão agradáveis e tranquilizantes. Uso-a muito em sopas, saladas, guisados, no cozido à portuguesa não a dispenso nunca e até nalgumas sobremesas. Por exemplo, morangos com açúcar, uns pingos de sumo de limão e servidos com hortelã segada, é comida dos deuses!











Do outro lado do quintal situa-se o canteiro das plantas. Também elas lutam muito para ultrapassar o Inverno e chegar à Primavera. Sei que desapareceram uma ou outra planta que plantei no passado Verão mas serão substituídas muito em breve. As sebes precisam de um bom desbaste, já saem pontas para todos os lados. A alfazema está com um ar muito pouco viçoso mas cheira maravilhosamente bem. Ai, é tão bom mas tão bom mexer no canteiro e sentir aquele aroma! 


Em breve, quando espreitarmos por esta cerca veremos alfaces, tomates, couves e outros pequenos hortícolas. É o que habitualmente plantamos neste canteiro e lá ao fundo temos o canteiro das aromáticas que vão voltar a rebentar, a vibrar e a odorar o nosso quintal.


Estes pequenos cresceram nesta floreira que anteriormente estava junto à nossa rulote num parque de campismo situado num pinhal. Não os plantei, foram as sementes que escolheram a floreira como casa.


O cacto... cresce por todo o lado!


Exactamente, é a casota das traquitanas! Lá dentro guardamos, entre outras tralhas, pequenos móveis que encontramos por aqui e por ali, aquelas tralhas que os outros deitam fora mas que nós recolhemos porque olhamos e conseguimos vislumbrar uma nova vida para aqueles objectos. E é no bom tempo que começamos a dedicar-nos a alguns restauros e reciclagens. Precisamos de desenvolver estas tarefas ao ar livre, visto que dentro de casa não temos espaço. Só por curiosidade, reparei agora que já repeti várias vezes a primeira pessoa do plural. É que eu tenho um belíssimo cúmplice. Também ele se reconforta com a jardinagem e o bricolage. É o meu mais que tudo, o R grandalhão cá de casa, o pai dos meus filhos ;)


A gravilha foi colocada porque nesta zona, que queríamos de passagem, cresciam muitas ervas daninhas. Remédio santo, desapareceram! Por debaixo da gravilha colocámos uma tela própria para o efeito, assim as pedrinhas não se enterram quando as pisamos e criam um óptimo isolamento à zona de passagem.



E ao final da tarde, talvez umas duas horas após início dos trabalhos de jardinagem, guardei as ferramentas, trouxe um ramos de tomilho para casa para condimentar as paparocas, espreitei pela janela e sim, senti-me feliz com o resultado e pela magnífica sensação de ter passado um pequeno momento tão relaxante e tão enriquecedor. Devemos praticar estes momentos, no quintal, no jardim, no terraço, na varanda ou até mesmo nos vasos do parapeito da janela. Não interessa o tamanho do pedaço de terra, interessa sim esta sensação de bem-estar que se apodera de nós e nos limpa.

Desejo-vos uma semana esplendorosa!
Até já
Ana Lado B

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